A
morte se aproximava.
Meu
fraco coração palpitava.
Ela
andava a passos lentos.
Meus
lábios buscam acalentos.
A
morte era pálida.
Meu
rosto está cálido.
Sua
voz transpirava um mau hálito.
Sua
aproximação era sinal de encerrar meu destino.
Era
hora de calar meu hino.
Eram
meia-noite. Anunciava o sino.
A
morte cheirava a tristeza.
Eu
perdi minha destreza.
Sem
defensas.
Não
havia ofensas.
A
morte me tocou.
Meu
corpo silenciou.
Sua
mão exterminou minha dor.
Seu
toque levava meu amor.
Não
havia voz para mais um clamor.
À
ela não podia pedir um favor.
Entre
a cruz e o céu.
Avistei
em seu dedo um lindo anel.
A
morte era um dos quatros cavaleiros.
Era
um dos inimigos sorrateiros.
Sem
conversas.
Ela
não era dessas.
Não
havia mais pensamentos.
Ela
levou meus sentimentos.
A
hora chegou ao fim.
A
morte chegou até mim.
Sem
esperança.
Não
sou mais criança.


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