Sinopse:
Embalado pelo ritmo frenético das letras das canções de rock alternativo que antecipam cada passagem do livro, “Deixe a Inglaterra Tremer” é o retrato de como Londres se tornou um pólo multicultural nos últimos anos.
Esse livro eu ganhei num
sorteio de uma página no facebook e eu quase gritei no estágio quando vi que
era eu que tinha ganhado. Eu desejava muito esse livro. A capa tinha me
fascinado.
O autor da obra se chama
Sávio Lopes e é um mineirinho fofo que conta sua experiência curta, mas bem
intensa em Londres.
O que mais me encantou
nesse livro é a leveza e a intensidade de sentimentos e emoções que ele faz os
leitores sentirem como se fossem eles que estivessem na bela Londres. Quando eu
viajar para a capital da Inglaterra e a famosa terra da Rainha, vou buscar os
lugares que ele menciona com tantos detalhes no livro. Quero conhecer todos os
museus e principalmente a casa de Jane Austen – minha romancista favorita- e do
meu personagem predileto – Sherlock Holmes.
Com a aventura desse
mineirinho percebemos seu crescimento pessoal e emocional nessa cidade
completamente diferente da cidade interiorana que viveu em Minas Gerais. Para
quem não sabe esse jovem fascinante que muitas vezes pareceu tanto comigo, que
tive que parar muitas vezes a leitura e pensar: “ Cara, parece que estou lendo
meus pensamentos. Como ele pode ser tão parecido comigo? ”. Isso me atraiu
ainda mais para a leitura. A proximidade de personagens sempre cria um campo de
interesse. Sua visão de mundo e de muitos amigos que ele fez em Londres parecem
com a minha e isso gera admiração mútua.
Sua viagem se deu entre o
final de 2009 e o início de 2010. Ele chegou na época que os ingleses parecem
mais mal-humorados que nunca. Sem a constância dos raios solares, qualquer
pessoa se torna mais distante e fria. Parece brincadeira, mas é verdade. Se
observamos o Brasil, veremos que as pessoas ditas mais “hospitaleiras” e
alegres são os nordestinos que vivem mais de 80% do ano com a insistência dos
raios solares em suas vidas e normalmente parecem mais felizes e alegres com a
vida do que as pessoas do Sul e Sudeste do país.
Nessa aventura,
conhecemos Sávio pelas suas confissões e muitas frustrações consigo mesmo. Ele
lembra uma lagarta se fechando em seu casulo e após um pouco tempo depois
torna-se uma bela e magnífica borboleta. Ele chega sendo aquele garoto que
morou na Bélgica na infância, depois retorna para o interior de Minas Gerais e
estuda Jornalismo e como percebemos é quase “antissocial” e parece não se
encaixar em nenhum grupo social. Acredito que ele era muito superprotegido e
isso gerou muita acomodação em sua personalidade e o mais engraçado é que ele
diz tem preguiça social. Ri muito quando li isso. Também odeio aquela fase
inicial de conhecer as pessoas. Parece tudo tão previsível. Hoje em dia que me
tornei mais aberta e receptiva, mas tive que passar por tratamento de choque
para me transformar em uma borboleta livre.
“Acho que demoro muito para
perceber quando me torno amigo das pessoas; geralmente, só me dou conta disso
quando eles partem. Não que eu não dê valor às minhas amizades; faço tudo pelos
meus amigos de verdade. Mas creio que o motivo de agir assim é por me acostumar
com a convivência sem me dar conta de que a amizade surgiu. ”
Esse mineirinho me
surpreendeu com seu livro. Não é só uma contação de estórias. É uma narração
emocionante de sua aventura. Faltou foi romance. Entretanto, sei que ele teve
uma “queda” por uma certa menina (risos), todavia é melhor lerem do que eu
contar essa parte “romântica” do livro. Será que ele percebeu esse sentimento
nele e na guria? Não sei. Eu percebi.
Nessa viagem, Sávio
aprende que frustrações são inevitáveis em nossa vida, mas nunca devemos nos
curvar diante as dificuldades e principalmente com pessoas que não trabalham
corretamente com quem contrata seus serviços, como ele nos conta da Escola que
ele contratou para estudar e que no começo lhe ofereceu apenas desprezo e
indiferença. Sávio conseguiu contornar a situação e impor respeito.
Ele adquire a sabedoria
do respeito. Aprende com a experiência de conviver com diversas pessoas das
mais variadas etnias e religiões do planeta. Parece que Londres é o centro da
cultura do mundo todo. Ele nos detalha que lá, os estrangeiros não deixam de
ser quem são. Parece que são estimulados a serem quem carregam em sua genética
e sangue “cultural”. O que me irritou muitas vezes foi o preconceito étnico de
muitos de seus colegas de classes com pessoas de países como Brasil, Oriente
Médio e afins. Só com muita paciência para não quebrar a cara de quem é
preconceituoso.
Esse livro é emocionante.
Não é só relatos. Sávio abre sua vida e nos convida a tomar uma bela Coca-Cola
com cookies em sua casa e nos saborear com suas aventuras na capital da cultura
mundial.
"Hoje, veio a
situação de forma diferente. No momento ouço Gilberto Gil cantar: Hoje me sinto como se ter ido fosse
necessário para voltar tanto mais vivo de vida mais vivida, dividida de pra lá
e pra cá. ”



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