Melhores do Ano

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Olá amores, como foi o natal? Espero que muito bom como o nosso. Hoje viemos mostrar nossas melhores leituras nesse ano de 2018 que parece que durou um década e com vários acontecimentos que valem por cinquenta anos. Ah gostaram da minha montagem? Ficou bem divertida e estou aprimorando meus trabalhos com isso. Vamos as escolhas minhas e da Ana.
1 - Melhor Continuação de Série:
Neal Shusterman tem sido o escritor com o maior número de surpresas em minha vida de leitora, porque o cara tem talento de envolver com uma destreza que poucos escritores tem e como sou muito exigente, não sou de poucas expectativas e com A Nuvem, ele trouxe uma história tão incrível quanto O Ceifador(Resenha Aqui).
Citra e Rowan nos trouxeram maior maturidade e com a voz ganhada da IA - Inteligência Artificial - Nimbo Cúmulo temos uma obra com uma profundidade social e política capaz de agradar todos os públicos. || Resenha Aqui||
2 -Melhor Livro com Crítica Social:
Margaret Atwood já é uma escritora consagrada mundialmente, porém sua ascensão no Brasil se deve através da série The Handmaid's Tale e com isso todos seus livros ganharam a curiosidade do público e nos mostraram uma autora com ousadia, coragem e especialista em mostrar as minúcias do patriarcado no mundo e principalmente tocar numa ferida do lado ocidental: O Cristianismo.
Em O Conto da Aia, somos jogados numa junção forte e visceral do passado, presente e futuro que mostra que em todos as mulheres são massacradas e domadas como animais de estimação. || Resenha em Janeiro ||
3 - Melhor Série iniciada esse ano:
 - Para Jo:
Demorei para me render a essa série, porque andava muito ocupada e sem vontade de começar a ler trilogia, porém Amani é uma personagem estupenda e o plano de fundo dessa obra é bem delineado pela autora. Ela fala do histórico do país - que lembra o Egito e seus arredores - disputa de poder, discriminação racial, papel feminino na sociedade e nada de personagens com predominância branca. Aqui Amani lembra a pele dos habitantes do Cairo e da Índia. || Resenha em Janeiro||
- Para Ana:
O Ceifador é uma obra que fala sobre uma sociedade bem utópica e que devia ser um lugar dos ideais, já que o ser humano superou sua limitação natural: Morrer, todavia nesse livro não temos nada que combine com o significado de Perfeição, já que o ser humano tem tendência a destruir tudo que toca e se dispõe a fazer e melhorar.
Citra e Rowan são nossos discípulos numa caminhada crítica sobre a eternidade e a política como manipulação e meio de manter os privilégios. || Resenha Aqui||
4 - Melhor Drama:
- Para Jo:
Lisa não tinha me cativado com seus livros de época, porque sentia uma frieza em sua escrita e pouca profundidade em suas críticas sociais, já que sua formação acadêmica lhe impulsionava a isso e principalmente as características dos seus personagens sugerem isto. 
Já em A Busca tem uma obra de discussão sobre os privilégios masculinos, como a falta de responsabilidade legítima sob sua prole, o que ocorre com o abandono paternal. Outro ponto tocado aqui - e brilhantemente - é a escolha pela maternidade. Nenhuma mulher nasce com o destino traçado para ser mãe. Ela escolhe e a mãe da personagem principal nunca quis ser mãe, porém como estava casada - e há década atrás com pensamentos arcaicos - ela se viu na obrigação de ter duas crianças que sofreram com a falta de amor e atenção da mãe. || Resenha em Janeiro||
 - Para Ana:
Uma obra com uma delicadeza profunda, mas com fortes críticas ao racismo e suas consequências sob quem sofre e a temática principal que a imposição de escolhas certas e rápidas diante situações catastróficas e inesperadas, principalmente para adolescentes que tem tendência social a prioridades de suas descobertas pessoais e amadurecimento.
 


5 - Melhor Romance:
 - Para Jo:
Esse livro tinha tudo para não me agradar. Clichê aos extremos, porém temos os sentimentos masculinos em foco e com isso acabamos percebendo que somos guiados por achismos, senso comum, machismo e alienação sobre a visão da maioria dos homens sobre amor e relacionamentos.
O relacionamento conflitante e dual entre Ben e Parker nos deixa numa sessão de dúvidas e reflexão, pois será possível homens e mulheres serem amigos de verdade? Será que não olhamos os homens apenas com olhar duro e desapegado de delicadeza? Será que não olhamos que os homens são frutos de uma educação machista e por isso tornam-se máquinas e algumas vezes estúpidos? || Resenha Aqui ||
  - Para Ana:
Mais uma obra de Lauren que nos agradou.
Uma nova versão de A Bela e a Fera com personagens para lá de reais e que nos despertam sentimentos diversos e colocam em xeque a auto sabotagem das nossas conquistas pessoais. Será que não somos nós que limitamos nossos objetivos? Será que não somos nós que destruímos tudo que alcançamos? Será que não somos nós que detonamos nossos relacionamentos, porque encontramos defeitos em tudo e todos? || Resenha em Janeiro||
6 - Livro Revelação:
 - Para Jo:
Uma obra que me deixou nocauteada e com o rosto vermelho de tanto chorar, porque se Neal tinha me abalado com sua destreza em falar sobre os problemas sociais em O Ceifador e A Nuvem, ele vem e acaba com meu emocional com essa carta de amor ao seu filho que sofreu com problemas mentais - ele tem traços esquizofrênicos -  em um duro período que ele teve que aprender que amor vem do verbo Amar e requer muita ação. || Resenha em Janeiro ||
 - Para Ana:
Um livro com uma coletânea sobre diversas mulheres excepcionais que marcaram a história do Brasil, porém que muitas vezes acabam não sendo citadas como deviam - se fossem homens - em aulas em escolas, faculdades e afins.
A obra traz mulheres da Ciência até as Artes, como Georgina de Albuquerque e Maria Firmina dos Santos ( Maranhense <3).
Há outras como  Anita Garibaldi, Ana Néri, Nísia Floresta, Maria Felipa de Oliveira e tantas outras.
 7- Autores( Autoras) Revelação do Ano:
 - Para Jo: Neal Shusterman
Não tem o que dizer, porque ele foi o escritor que mais me surpreendeu nos últimos dois anos com todo seu potencial bem trabalhado em suas obras. Sensibilidade e Força definem suas narrativas.
  - Para Ana: Margaret Atwood
A rainha da Literatura atualmente é a canadense Margaret Atwood com seus livros profundamente críticos e com discussões legítimas e bem pautadas sobre o papel da mulher nessa sociedade, na qual nunca perdeu seus ultrapassados pensamentos arcaicos e sua moral baseada em preceitos religiosos e cristãos, como se toda a população mundial fosse adepta ao Cristianismo. 

Então gostaram da nossa premiação do ano de 2018? Quais foram seus favoritos?

Feliz 2019 com boas leituras e nunca esqueça" Ninguém solta a mão de ninguém."



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